quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Em 18 de maio de 2000 sofri um acidente automobilístico, fraturei a coluna nas vértebras C7 e T1, sou paraplégica.Nessa época ser paraplégica era coisa de outro mundo, pois muitos eram e ainda é leigos no assunto.Hoje já nem tanto, pois existem vários sites que explicam isso , mas nem sempre de uma forma clara que muitos querem entender. As vezes com palavras difíceis “ linguagem médica”.Então decidi criar esse blog e colocar em palavras simplificadas.

Bom vamos lá?!

Siringomielia

Introdução

O termo que dá nome à doença foi criado em 1827 por Ollivier D’Angers. A siringomielia é uma doença de evolução lentamente progressiva

Ela consiste num distúrbio da medula espinhal, muito freqüentemente cervical “pescoço” e torácico “ abdome”, onde há a presença de uma cavitação tubular (cisto ou siringe) que se expande continuamente. Esta cavitação pode se comunicar ou não com o canal central da medula, cheio de líquido, porém não igual. E devido a essa circunstância parte da medula cervical pode chegar a dilatação.

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Quadro Clínico E Diagnóstico

Como já mencionado, os sinais e sintomas dependem basicamente da extensão anatômica de acometimento da medula espinhal.

No início, as porções mais freqüentemente acometidas incluem a comissura anterior da medula cervical, com interrupção das fibras do tracto espinotalâmico que decussam através dessa comissura e surgimento da dissociação siringomiélica: uma vez que o trato espinotalâmico é responsável pela sensibilidade térmica e dolorosa, o paciente irá exibir hipoestesia ou anestesia térmica e dolorosa suspensa e bilateral. A sensibilidade tátil é preservada, pelo menos no começo da doença, devido ao não acometimento das estruturas foliculares posteriores.

À medida que o processo cístico se expande transversalmente, outras regiões da medula cervical podem ser atingidas e, de acordo com a expansão longitudinal, a medula torácica e mais tardiamente a medula lombos sacra podem ser acometidas, adicionando novas manifestações à doença. Pode haver anestesia tátil e vibratória, astereognosia, paresia e amiotrofia de membros, miofasciculações, arreflexia precedida ou não de hiperreflexia, síndrome neurovegetativa, síndrome de Horner etc. Algumas vezes há relatos de dor, principalmente em ombros e pescoço, ou seguindo uma distribuição de dermátomo nos membros superiores e no tronco.

Caso a siringe atinja o bulbo, haverá manifestações de disfagia, paresia faríngea e palatina, nistagmo, anestesia térmica e dolorosa nos locais de inervação do trigêmeo, atrofia da língua, entre outros. Assim, está caracterizada a siringobulbia.

Ainda, são evidenciados outros sintomas como escoliose, artropatia de Charcot principalmente nas grandes articulações dos membros superiores, úlceras indolores, edema e hiperidrose nas mãos.

Se a siringe atingir a medula lombos sacra, as várias manifestações motoras e sensitivas descritas passarão a ocorrer agora nos membros inferiores também, assim como o comprometimento da função esfincteriana.

Hidrocefalia é comum nesses pacientes, principalmente naqueles com algum comprometimento cerebelar pela malformação de Arnold-Chiari. Isso é devido à obstrução dos forames de saída do quarto ventrículo e obstrução do espaço subaracnóide no forame magno.

O exame do líquor é de pouco valor no diagnóstico, porquanto suas alterações são extremamente inespecíficas e de leve intensidade. Geralmente, nota-se apenas um leve aumento do nível de proteínas, fato que aumenta repentinamente se houver um bloqueio subaracnóide. As células se mantêm abaixo de 10 por milímetro cúbico.

O exame complementar mais importante e aquele que é confirmatório para o diagnóstico de siringomielia é a ressonância magnética. Através dela, pode-se observar nitidamente a cavitação tubular hipointensa em T1 presente ao longo de grande parte da extensão medular. Ainda, através deste mesmo recurso propedêutico, nota-se em parte dos pacientes a alteração característica da malformação de Arnold-Chiari, que corresponde à herniação de tonsilas cerebelares para dentro do canal cervical. Com o diagnóstico imagenológico confirmado, deve-se sempre pesquisar ainda outras malformações, principalmente em nível de parênquima cerebral e tronco encefálico, e ainda uma possível hidrocefalia coadjuvante. Em casos em que a siringomielia ocorreu sem traumatismo prévio ou não está acompanhada de malformação de Arnold-Chiari, deve-se proceder à procura de lesão tumoral intramedular através de ressonância magnética utilizando-se gadolínio.

Tratamento

O tratamento da siringomielia se baseia em dois fundamentos básicos: ou se procede à drenagem da cavidade cística ou se corrige uma possível causa base que determinou o aparecimento da patologia.

Hoje em dia, existem inúmeros tratamentos cirúrgicos para se corrigir essa morbidade, porém muitos deles ainda não são capazes de estabelecer uma eficácia de 100%.

Nos casos em que a siringomielia surgiu secundariamente a um processo tumoral, a retirada cirúrgica da massa neoplásica quase sempre é o suficiente para se alcançar uma cura completa.

Na siringomielia pós-traumatismo, o tratamento se baseia na drenagem da cavidade cística. O procedimento pode ser realizado através de punção e aspiração percutânea com agulha, porém esse procedimento cursa freqüentemente com reexpansão da siringe e retorno de todo o processo. O ideal é realizar a drenagem cirúrgica, com derivação siringo-pleural ou siringo-peritoneal, para que o esvaziamento do cisto possa se dar de maneira contínua. Atualmente, novos procedimentos cirúrgicos menos invasivos estão sendo desenvolvidos e testados, com resultados preliminares bastante animadores.

O tratamento para a forma mais importante de siringomielia, a congênita, é mais complicado, principalmente por causa das malformações concomitantes. Na presença de hidrocefalia significativa, deve-se realizar primeiramente uma derivação ventrículo-peritoneal e apenas então partir para a descompressão da fossa posterior através de uma craniectomia suboccipital ampla e laminectomia cervical com duraplastia, com o objetivo de aumentar o diâmetro do forame magno. Na maioria dos pacientes, este procedimento é capaz de levar a uma diminuição significativa da siringomielia, se não à sua cura total.

Conclusão

A siringomielia é uma patologia, na maioria das vezes, de origem congênita, que consiste num crescimento intramedular de uma cavidade cística cheia de líquido parecido com o líquor. Outros casos podem cursar a partir de traumatismos, tumores, e aracnoidites. Os sintomas geralmente surgem a partir da terceira década de vida e estão relacionados à topografia da lesão cística. O diagnóstico deve sempre contar com a realização de ressonância magnética para sua confirmação. O tratamento é feito cirurgicamente, baseado na drenagem ou na retirada de uma causa primária (ex.:tumor).

LESÃO MEDULAR

Sobre lesão medular

O que é lesão medular?

R: A lesão medular pode ocorrer em diversas alturas e formas,por diversas causas.Conforme a altura da medula é a gravidade da lesão, comprometimento de movimentos e sensibilidade.A lesão causada na medula é a morte

dos neurônios da medula e a quebra de comunicação entre os axônios oriundos do cérebro e suas conexões com os neurônios da medula, interrompendo assim, a comunicação entre o cérebro e todas as partes do corpo que ficam abaixo da lesão.

O que é lesão traumática?

R:Lesão traumática , caso a pessoa venha sofrer um acidente e sofre uma fratura de coluna é uma seqüente lesão medular, está será a origem lesão traumática.Lesões traumáticas vem decorrentes de acidentes automobilísticos, mergulhos ou armas. Quando ocorre um trauma na coluna vertebral, ou seja, uma fratura, uma ou mais vértebras podem se deslocar, provocando uma compressão sobre a medula, ou alguns fragmentos de ossos podem invadir o canal medular, ou ainda, ambos os casos conjuntamente.

O que é lesões não-traumática?

R: As lesões não-traumáticas podem ser geradas por vários fatores, como hérnia de disco, acidentes vasculares, tumores que comprimem a medula ou regiões próximas e todos gerando a diminuição do fluxo sanguíneo, e com isso a diminuição da chegada de nutrientes e oxigênio até às células da medula causando sua morte celular.

O que é paraplegia?
R:É a paralisia total ou parcial, além de funções fisiológicas , são leões entre as vértebras torácicas T1 a T12 que é a área superior do tronco.

O que é tetraplegia?

R: Paralisia total ou parcial dos braços, pernas e tronco.Comprometendo também as funções fisiológicas. O grau da mobilidades dos braços depende da altura da lesão (vértebra atingida) e também dá intensidade da lesão que são entre as vértebras cervicais “ região do pescoço” C4 e C8.Poucas pessoas com lesões acima da C4 sobrevivem, pois o trauma dificulta a respiração.